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Quanto vale o seu tempo?

Quanto vale o seu tempo?

Foram mais de dez anos trabalhando como CLT e há quase um ano resolvi ter meu próprio negócio, então veio a Alma Gestão de Comunicação e Marketing.

 

Nesses meses como proprietária da Alma Gestão estou acumulando muitas histórias, casos e causos e resolvi compartilhar com os amigos já que a pergunta que mais tenho ouvido nos últimos meses é “e então, como está sendo com os clientes?”. Por isso, inicia-se um “Diário de Bordo” que contará histórias reais com nomes fictícios (por motivos óbvios)!

 

Primeira história…

Caso de hoje, 31/08/2015. Essa história começou em 09 de abril de 2015, já são quase 5 meses. Enviei um e-mail para o prospect “A”, contato chamado “José”, que me conhecia há pelo menos uns quatro anos, apresentei a empresa e me coloquei à disposição para ajudar. Em menos de 5 minutos recebi um e-mail “Favor cotar X, Y, Z”. Agendei uma conversa por telefone, me apresentei e falei por cerca de três minutos acreditando que o “José” sabia com quem estava falando e só depois de muita saliva, o “José” respondeu “ah, é você? Nossa, que legal!” (oi?!)

 

Depois de entender a demanda, enviei o orçamento na data combinada.  Depois de muitos e-mails e ligações, um novo orçamento foi solicitado pois o briefing tinha mudado. Então, uma nova proposta foi enviada em meados de julho. Mais algumas ligações, uma reunião presencial e então começam as negociações. (ufa!)

 

Negociações feitas, ligações intermináveis e então o “José” some… são quase 20 dias para o meu martírio. Mas, hoje, 5 meses depois, ele decidiu aparecer depois de alguns e-mails e então vem o retorno “Não fecharemos porque quem assumiu o projeto foi o “João” e ele tem uma agência que já trabalhou pra ele… então fechará com ela.” (oi?)

 

Pausa para reflexão:

 

Será que o prospect sabe quanto tempo e energia foram investidos ao longo dos meses nessa relação?

Não vamos entrar no mérito de que esse é um risco assumido por uma empresa de serviço, nem na questão do livre arbítrio, nem no quesito indicação e etc… Mas você já parou para pensar:

 

Quanto vale o seu tempo? Como o seu prospect ou cliente percebe o tempo investido no projeto dele?

Depois de passar o dia pensando, canto um trechinho de Legião Urbana:

 

“…Nem foi tempo perdido.

Somos tão jovens…”

Encaro como tempo investido em um possível cliente (e tenho minhas dúvidas se seria um cliente saudável). E acredito que sou jovem para aprender mais essa lição da vida de empresária.

 

Obrigada, José, você me ensinou muito!

um abraço apertado na alma de cada um e um especial para o José,

Mayra Reis